Bala de Menta – Parte III 2

> Parte IIParte IV
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Ela não aceitou. Por mais que eu tentasse explicar, ela não entendia. Mais um “fim” na minha história. Estava sozinho agora. Mesmo assim não pensava em voltar com minha ex, não daria mais certo.
E foi justamente por estar sozinho que aceitei ir àquela festa. Meus amigos já tinham me convidado, mas é o tipo de lugar onde você só vai se estiver solteiro. E meu estado por ter acabado de terminar um namoro me impelia a aceitar o convite.
Então, no fim de semana, lá estava eu junto com meus amigos pra aproveitar a noite. Pelo menos assim eu esperava.
Mas a noite não começou muito bem. Um bêbado precoce (isso porque estávamos no início da festa) resolveu me confundir com alguém. Talvez ele só quisesse um pouco de confusão. Meus amigos evitaram que me envolvesse numa briga. Só serviu mesmo pro cara ser expulso de lá.
Resolvi, depois dessa confusão, me sentar ao bar para beber alguma coisa. Mas encontrei, ao meu lado, algo que não esperava. Uma garota linda estava sentada. E me observando não tão discretamente. Uma oportunidade de um relacionamento sério e duradouro. Exatamente o que eu não estava procurando. Mas não queria desperdiçar a noite e comecei a conversar com ela. “Só essa noite”. Parece frase dos AA. Ultimamente minha vida amorosa tem sido muito generosa e ao mesmo tempo horrível.
Até que a garota era legal. Não me arrependi de ter gastado a noite toda só com ela. De qualquer forma seria a única. O único problema é que ela bebeu um pouco demais, embora seja eufemismo da minha parte. Talvez eu tenha contribuído pra isso, então me senti obrigado a, pelo menos, levá-la pra casa. Não me entendam mal, não havia segundas intenções, não teria coragem de tentar qualquer coisa com ela naquele estado.
Pelo menos ela ainda se lembrava do endereço de casa. Ao lado dela, com seu braço em volta do meu pescoço, para apoiá-la, toquei a campainha. A porta se abriu e uma figura surgiu dizendo uma frase instintivamente: “Pois não?”. E eu não pude acreditar. Acho que ele também não. Ficamos em silêncio, observando um ao outro por algum tempo.
O silêncio foi quebrado pela, como vamos dizer, êmese, da garota. O senhor à porta a olhou calmamente e, em seguida, se dirigiu a mim numa fala que, apesar de conter apenas uma palavra, quis dizer muita coisa: “Você…?”
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continua…
[[eu que não tinha idéia de como continuar, acabei escrevendo demais. melhor pensar logo em como isso vai acabar, afinal, agora já é total ficção. mas preciso terminar com um pouquinho de verdade]]

2 thoughts on “Bala de Menta – Parte III

  1. Reply Dalleck nov 16,2008 18:28

    Eufemismo? Nossa O_O! XD

    caramba, já tá parecendo Lost, haueuahea… com esses mistérios xD

  2. Reply Barbarella nov 16,2008 21:08

    As coisas SEMPRE acontecem quando menos esperamos! Assim falou alguém algum dia.

    Obrigado pela visita e pelo comentário, você e o dalleck deixaram meu blog todo metido, daqui a pouco ele vai achar que tem vida própria e querer dominar o mundo…rsrs

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