The Two of Me 4

Muito estranho isso. Quando descobri que existem dois de mim. Ambos em minha mente, discutem o tempo inteiro. O bom e o mal? Não. Eu os defino como o racional e o emocional.

Sempre funcionei como uma esponja para informações. Alguns dizem que isso é chamado de inteligência, mas eu não tenho tanta certeza. De qualquer forma, acabei aprendendo algumas coisas sobre minha psique. Acredito que sou introvertido, misantropo por natureza, possuo déficit de atenção e, muito provavelmente, sou portador da Síndrome de Asperger. Recentemente descobri o termo disgrafia e percebi que tenho uma tal de distimia, embora isto seja praticamente um auto-diagnóstico.

E sobre esta última é que me inspiro para fazer este post.

A distimia é quase uma depressão. Acabei abandonando o que fazia e não tenho mais vontade de tentar coisas novas. Não tenho ânimo para sair de casa. Só o trabalho e a banda me tiram de casa. E isso me desgasta ainda mais.

O pior de tudo isso é que eu SEI de tudo. Como dizem: “a ignorância é uma benção” ou “os ignorantes são os mais felizes”. Concordo totalmente. É muito mais tranquilo quando você não sabe o que acontece. Isso te exime das responsabilidades.

E foi aí que eu percebi esta esquizofrenia de minha parte: existem dois de mim. O racional e o emocional. Eu sei o que tenho e sei o que tenho que fazer pra resolver. E traço um plano metódico e infalível. Mas vem o meu outro eu e me tira as vontades. Domina meu corpo e me carrega na direção contrária. Me impede de falar. Me deixa com medo e ansiedade. E é esse justamente o lado com defeito.

O meu lado emocional tem um controle sobre mim bem maior do que o racional. Por mais que eu seja frio, as emoções me sequestram e não me deixam agir de acordo com os planos. E o lado emocional nunca me conta o que está acontecendo. Nunca sei o que estou sentindo. Se é medo, raiva, paixão ou ansiedade. Só descubro pelas referências corporais: suor, enjôo, dor no estômago ou coisas do tipo e nem sempre descubro.

Daí que cheguei a este impasse: sei o que tenho que fazer e o que quero fazer, mas não consigo: meu corpo não se move ao meu comando. Sei  que falar, minha mente não para sequer por um instante, mas minha língua não se move e meus lábios permanecem fechados.

Eu sei o que sou, sei o que tenho que mudar e, sinceramente, odeio quando as pessoas resolvem me contar o que já sei, mas não as culpo, já que a culpa é minha por nunca contar. Mas eu odeio isso porque eu não quero que me digam o que eu sou ou o que tenho que fazer, eu já sei de tudo isso, quero que me ajudem e empurrem para fazer aquilo que preciso.

O que aprendi sobre os introvertidos é que estes tem dificuldade para falar, mas tem facilidade para escrever. Por isso me dediquei a este post, para ver se sai alguma coisa da minha cabeça. Aqui meu lado racional consegue dominar. É difícil ele conseguir chegar até aqui e quando chega ainda tem que brigar com o  outro lado para não desistir. Por isso não vou ler o post, pra não apagar nada, e peço desculpas se sobrou algum erro de ortografia e/ou gramática. Se é que alguém vai ler isso aqui.

4 thoughts on “The Two of Me

  1. Reply Barbarella out 13,2010 9:55

    Uma coisa é certa, você não está sozinho nessa.

    E você pode até não fazer as coisas como gostaria…, mas quando escreve, o faz com perfeição. Eu acho. Daí bate aquele orgulho se ser uma das suas “amigas” blogueira. hehe

    é sempre bom passar por aqui.

    **

  2. Reply George Marques out 15,2010 20:40

    Valeu Barb! Alegrou minha semana com este comentário xD
    Por isso que te amo!

  3. Reply Marina out 21,2010 22:20

    Quando escreve, faz com perfeição. Quando toca guitarra, faz com mais perfeição ainda.

    Espero que o lado racional consiga fazer você sair dessa.

    “Won’t you let me see your smile?”

  4. Reply George Marques out 28,2010 15:06

    Não precisa mentir, Mari…

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