Bala de Menta – Parte II 1

> Parte IParte III
=======================================

Um dia, durante um de nossos encontros, ela me ofereceu algo. Percebi que era uma bala de menta. Receosamente, lembrando-me do incidente com a minha laringe, resolvi aceitar. Ela, percebendo minha hesitação, perguntou se havia algum problema. “É que a última vez que chupei uma bala de menta, tive um problema com a garganta. Até faltei um dia na escola”. Então ela disse: “Ah, então foi por causa disso?”. Perguntei se ela tinha pensado que foi por algum outro motivo. Ela respondeu: “Pensei que tivesse saído com ela, já que ela também não veio”
E nesse momento um alarme tocou na minha mente. E tudo fazia sentido então. Mas não associei à bala de menta. Ela não tinha perguntado por que eu tinha faltado porque ela também não tinha ido. E provavelmente esperava que eu perguntasse. Por isso estava tão nervosa.
Não resisti e fui falar com ela naquele exato momento. Nem ouvi minha namorada perguntando aonde eu estava indo. Tinha que resolver tudo o mais rápido possível. Esclarecer a situação.Não que eu pretendesse votar com ela, mas acreditava que ela tinha que saber da verdade.
“Preciso falar com você e tem que ser agora”. Ela disse que não tinha nada para me dizer. “Mas eu tenho. Naquele dia em que você faltou, em também não estava aqui”. De repente a expressão dela mudou. Percebi que ela passou a compreender tudo, inclusive que eu já tinha entendido. “Sério?”, ela falou. Confirmei. “Você não espera que…”, ela não precisava nem acabar a frase, então interrompi “Só espero que entenda. E que me perdoe”. Ela me abraçou. Não com segundas intenções, mas como se me agradecesse por retirar um enorme peso de suas costas. Retribui, claro.
Agora eu entendi tudo. Estava aliviado e um pouco arrependido, mas também estava em paz.
Quem não entendeu mesmo foi a minha namorada. Eu saí de perto dela de repente e fui falar com minha ex, na qual terminei abraçando. Ela não pensou duas vezes antes de ir tirar satisfações comigo. Eu não sabia como explicar. Para mim, tudo era racional e lógico. Mas ela tinha uma deficiência de informações a respeito, a qual não tinha idéia de como contornar. E nessas horas ser sincero é sempre pior.
————————————————
continua…
[[e a preguiça bateu de novo, mas vou tentar postar amanhã mesmo]]

One comment on “Bala de Menta – Parte II

  1. Reply Dalleck nov 14,2008 21:25

    Continua de novo? aheuhauehuahea

    Eu não entendo nada as mulheres…

Deixe uma resposta