Bala de Menta – Parte I 2

> Parte II
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Você provavelmente já ouviu falar da Teoria do Caos. Ela diz que uma pequena ação gera uma consequência que pode ocasionar outra ação que tem uma consequência e assim por diante até chegar num desastre mundial. O que eu descobri é que esta teoria se aplica sobre minha vida tanto quanto a Lei de sMurphy. E também que todos os meus problemas atuais são culpa de uma bala de menta. E se vocês não acreditam, vou contar exatamente como aconteceu.
Ela me olhou e disse: “Você quer?”. “É claro”, respondi. Ela depositou carinhosamente a dita cuja na palma da minha mão estendida. Eu, inocentemente, a depositei cuidadosamente na minha língua (a bala, não a garota). Naquele momento, era só mais uma bala de menta na minha vida. Só agora percebi o quanto isso alterou meu destino.
Aquela bala, apesar de deliciosa, foi a provável causa da inflamação que minha garganta sofreu alguns dias depois (segundo a opinião médica). E esta serviu de motivo (e não de desculpa) para eu faltar um único dia à escola.
No dia seguinte, a encontrei novamente. Daí ela começou aquele “handshake TCP”  da comunicação verbal: “Oi”, ”Oi”, “Tudo bem?”, “Tudo e Você?”, “Tudo bem.”. Esperava então que ela perguntasse por que eu tinha faltado no dia anterior, que ela realmente se importava comigo. Mas ela não o fez. Depois de tanto tempo juntos, ela nem ligava pra mim. É o fim. E não se esqueçam da bala de menta.
A partir daquele momento, a olhava de outra forma. Tudo que ela dizia não fazia mais tanto sentido. Até então tinha dado tudo tão certo. Dois dias depois eu não aguentei e terminei com ela. Aparentemente, ela também estava nervosa, como se eu tivesse feito algo errado. Não dá pra entender. E não tinha mais volta.
Duas semanas se passaram. A lembrança do incidente não tinha se desvanecido completamente, mas eu esquecera da balinha infeliz. Só sabia que não ia ingerir qualquer coisa de menta tão cedo. Foi quando eu conheci uma garota. Talvez fosse uma forma de causar ciúmes, mas ela era bonita e interessante, gostava realmente dela.
A amizade, naturalmente, se transformou em uma coisa maior. Estava realmente bem. E parecia que a garota da bala de menta estava se mordendo por eu estar com outra. Não que eu lhe quisesse mal, mas isso me reconfortava.
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continua…
[[como pensei, acabou ficando grande demais, deixa um pouco pra depois]]

2 thoughts on “Bala de Menta – Parte I

  1. Reply Dalleck nov 12,2008 19:35

    Maldito ‘continua’, aheuahueha…

    Isso é mais emocionante que final de novela repetida! XD

  2. Reply George Marques nov 12,2008 22:36

    E ainda fiquei com preguiça de postar a 2ª parte….
    Amanhã eu faço isso. Ou não.

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