Mais um ano novo

Mais um ano novo. Depois de tantos, a emoção desse evento acaba por diminuir. Já não é tão importante assim e já nem dá vontade de fazer aquelas promessas que sabemos que não vamos cumprir. Enfim, é só mais um rotineiro evento e, como todos os outros, já perderam a mágica. Entretanto, esperar pelo futuro é o que nos permite seguir em frente e, aliás, uma das coisas que nos tornam humanos.

Não tenho mais resoluções para o ano que vem. Decidi ter resoluções para o resto de minha vida. Não basta melhorar só por um ano (ou pior: só no começo do ano, como sempre acontece). Na verdade, tanto faz se é virada de ano ou não, o que importa é continuar a seguir no caminho que escolhi e satisfazer meus anseios pelo futuro.

Este ano foi bom e também foi ruim. Algumas coisas aconteceram que me levaram a reformular minha vida (e meu plano de vida) e, ao mesmo tempo, essas coisas me deixaram mal, levando-me a um abismo. Passei por altos e baixos e voltei ao meio.

Eu me mudei da casa de minha mãe e tive uma experiência nova por conta disso. Também, por causa de outras circunstâncias, voltei a morar com ela. Serviu como um bom reset na minha vida e, voltando à estaca zero, pude parar e pensar em que direção devo seguir.

A música me pegou de jeito neste ano. Nossa já antiga relação casual foi agora para um nível mais sério. Agora já não sei como viver sem ela. É minha esperança para o futuro e em 2013 começarei a me dedicar intensivamente nessa arte. E também na arte da escrita (que me salva quando a música não chega a tempo). Ano que vem termina meu prazo para escrever meu livro e, se tudo der certo, estarei dentro do cronograma. A história já evoluiu bastante e o que falta agora é mais sentar e digitar.

O mundo não acabou; naturalmente. Mas ainda assim foi um ano especial que marcou minha vida de um jeito de que dificilmente vou esquecer. Fiquei doente da mente e melhorei muito (talvez ainda não esteja 100%, mas estou quase lá). Também fiquei doente do corpo e isso ainda vai demorar um pouco pra melhorar (e nisso imagino que nem vou ficar 100%).

Não tenho por que não seguir a tradição de desejar um feliz ano novo a todos. Apesar da minha misantropia costumeira, ainda espero que as outras pessoas sejam felizes (embora queira que algumas sejam felizes longe de mim). De qualquer forma, vou esquecer meu desgosto pela humanidade até o fim do ano. Ainda tenho esperanças de que tudo possa melhorar.

Enfim, feliz 2013 e todos os anos que venham depois.

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